Correr é mágico, prazeroso e indispensável!!!!

Helder Pereira, 25 anos, estudante de biologia. Ele é praticante de corrida de rua há dois anos e meio. “Comecei na corrida de forma independente, mas hoje em dia eu treino em um programa de acessória de corrida chamada Hapvida +1k. Eu treino no CT Rio Vermelho três vezes na semana, mas corro quase todos os dias, principalmente aos fins de semanas, são os dias que treino distância longa, sagrado para mim.” Relata Helder, que também joga basquete nas horas vagas.

Ele pratica atividade física desde novo, da época do colégio aos dias atuais, já fez capoeira e andava de skate. Diz que além da corrida, faz musculação, para adquirir resistência e melhorar seu desempenho nas corridas. “Hoje em dia não vivo mais sem atividade física, para além de trazer uma qualidade de vida incrível, evita que eu entre no sedentarismo e ainda me traz muitos momentos impares!” Revela.

Segundo ele, a corrida de rua entrou em sua vida, meio que de paraquedas, pois trouxe muitas coisas boas, a exemplo disso: novos amigos, momentos de felicidade, conhecer melhor sua cidade e subir em pódios, feito que nunca imaginária em sua vida. “Eu me sinto muito orgulhoso do pouco que consegui nessa pequena trajetória na corrida, muito feliz por saber que tem muita gente me apoiando sempre e acreditando em mim. Existe uma lista imensa de pessoas, dentre essas, o professor Rafael Cunha, ele é um dos maiores motivadores, se não o maior. Todas as conquistas vieram graças a ele e a vários amigos que fiz no grupo de corrida, que sempre estão do meu lado e sou extremamente grato!” Declara Pereira.

Helder diz que o lado negativo da corrida de rua em Salvador, é que falta incentivo financeiro para prática esportiva na cidade e outro ponto, é que as corridas aqui não oferecem premiação em dinheiro para aqueles que queiram viver apenas do esporte, com isso, os atletas precisam se dedicar a uma outra atividade em paralelo que lhe possibilite continuar com o esporte.

Pereira não mantém uma dieta especifica, evita comer “besteiras” e se alimenta nos horários adequados. Mas, confessa que precisa ir num nutricionista para manter uma alimentação equilibrada e com isso melhorar seu despenho no esporte.
“Em um dos treinos, o professor Rafael percebeu que eu tinha facilidade em correr na areia, diante disso, ele falou que eu tinha chance de conseguir uma boa posição em uma corrida que estava para acontecer naquela época, essa corrida era a Street Beach, uma competição que mistura asfalto com areia. Eu não acreditava muito que iria me sair bem, pois, nunca tinha competido valendo mesmo, tinha feito uma corrida seis meses antes, uma edição da Corrida das Estações e não fui muito bem. Apesar de que, eu não estava muito confiante, o treinador estava e falou que eu iria correr e eu resolvi ir. Então, chegou o grande dia, fui nervoso para largada, minha primeira corrida oficial competindo de verdade, sai com ritmo bom no asfalto, logo chegou a areia, ai senti uma facilidade naquele terreno e depois veio asfalto novamente com uma ladeira no final. Quando faltava por volta de 1k eu já estava morto, estava quase diminuindo o ritmo, quando eu vi o “Barba”, um dos amigos que a corrida me deu, ai ele gritou: Vai Helder, você é o primeiro da sua faixa! eu não acreditei no que ouvi, junto com isso, eu puxei forças de onde não tinha e coloquei um ritmo bom, acabei a corrida mais ofegante que nunca, com um tiro nos últimos 200m. Quando atravessei a faixa de chegada, surpresa, eu fui o terceiro colocado no geral dos 4k. Só acreditei depois que subi no pódio e levantei o meu primeiro troféu da vida. Meu projeto para o futuro é correr uma maratona, de preferência a de Salvador e também entrar no top 100 da Asics no próximo ano. A corrida de rua para mim é algo inexplicável, mágico, prazeroso e indispensável!” Narra Helder, com muito orgulho.

Fernando Gomes



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